sexta-feira, 31 de julho de 2009

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Mulata-power: brasileiras, lindas e especiais (e tudo o mais)

O que dizer de Juliana Alves, Sheron Menezes e Taís Araújo? São as mulheres mais lindas do Brasil, na minha opinião. São elas as atuais "spice girls" do movimento "mulata-power".
Some-se a cantora Paula Lima, outra pérola negra estonteante.
Indiscutivelmente, as mais brasileiras, lindas e especiais do país da mulher mais bonita do mundo.

A "paz" que está em nós



Paz Vega, em dois momentos no cinema: a paz que eu quero ter

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Preceitos gestálticos acerca da metodologia psicológica

"Valorizar a experimentação existencial, o momento vivencial como forma de possibilitar ao paciente entrar em contato com sua própria realidade, com o momento do agora, desprovido de determinismos ou verdades absolutas, tendo em vista uma concepção de homem mutável e em constante processo de construção de si mesmo."

segunda-feira, 13 de julho de 2009

E a coisa vem lá debaixo...

Não era nem o caso de ter a figura dessa figura aqui em meu blog. Em todo caso, está. Joe Jackson tem uma certa similaridade física com algo demoníaco. Tudo bem que por causa dele os Jackson 5 foram criados e daí surgiu Michael. Mesmo assim, Joe Jackson é uma íngua e cada vez que aparece dá vontade de vomitar.
E tenho dito.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

E no Twitter

"Muita gente vai morrer sem saber o seu papel no mundo. Eu sei o meu, eu fiz a minha história. Eu criei o meu legado."
(Wanderley Luxemburgo)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Ao meu ver

Michael Jackson poderia estar vivo, fazendo tratamento psicológico com a disposição de se livrar dos transtornos. Seu campo perceptivo era mais ligado à fantasia do que à realidade.
Princípios de responsabilidade e realismo, idem ao tratamento.
A Gestalt-terapia seria eficaz com Jackson, principalmente na questão existencial:
- Quem é você? O que é você? Como é o seu mundo? Como sente-se no mundo tal qual ele é? Qual a sensação de estar como está? O que quer de sua vida? E para onde quer ir?
Amadurecimento psicológico poderia livrar Michael da morte prematura por "conscientização".

Jackson e sua psicologia desfigurada

Fase Thriller: o homem e o monstro do homem

Pesquisando a CID-10 (Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento), encontrei o que, por observação e evidências concretas, Michael Jackson poderia ter manifestado e, principalmente, entrado em colapso ao fazer uso de medicamentos com efeitos colaterais vitais:

F45.2: Transtorno hipocondríaco:
O aspecto essencial desse transtorno é uma preocupação persistente com a possibilidade de ter um ou mais transtornos físicos sérios e progressivos. Há uma preocupação excessiva com a aparência física, e nisso Michael Jackson demonstrava ter, constantemente. Mudar o nariz de negro para um socialmente mais "aceito" foi uma das atitudes.

  • Depressão e ansiedade marcantes estão muitas vezes presentes.
  • O encaminhamento ao psiquiatra geralmente é mal-aceito.
  • Recusa persistente de aceitar a informação ou reasseguramento de vários médicos diferentes de que não há nenhuma doença ou anormalidade física causando os sintomas. Michael Jackson relutava em aceitar opiniões de amigos e especialistas, realizando a auto-medicação constantemente e de maneira descontrolada. Uri Geller chegou a brigar com Michael para deixar os medicamentos, sem sucesso.

A "Síndrome de Peter Pan", dita em alto e bom som sobre o que Michael poderia ter, não consta na DSM-IV, mas foi aceito pela escola psicológica, sobretudo após estudos do Dr. Dan Kiley (1983). Os sintomas principais são: narcisismo, negação ao envelhecimento, rasgos de irresponsabilidade. Haveria, portanto, uma despersonalização em Michael resultando na alteração da face, fruto de uma identificação projetiva em Peter Pan. Isso são probabilidades. Educações repressoras são fatores desencadeantes deste problema.
Na história, Pan vive na Terra do Nunca (Neverland). Michael Jackson construiu seu conto-de-fadas particular.
O infantilismo (o adulto que procura viver como criança) não pode ser confundido com pedofilia, mesmo sendo uma parafilia. Me faz crer que Michael Jackson, no alto de seus 30, 40 anos, projetava-se nas crianças das quais se cercava. Via-se nelas, quase que a maior parte do tempo. Em Neverland, segundo relatos de funcionários, era o único adulto entre elas. Era como uma "entidade superiora", capaz de entender as visões infantis e fazer da vida uma doce brincadeira.
O infantilismo ocorre devido a traumas de infância, falta de afeto e atenção. É público e notório que Michael Jackson era mais um número dentre os 8 irmãos que teve e o que absorvia mais as severidades do pai Joseph. Contudo, diante das diretrizes diagnósticas do infantilismo, Jackson não se vestia como um bebê, mas agia como uma criança indefesa e pura, até emocionalmente.
Em entrevista ao jornalista Martin Bashir, disse que um de seus costumes era ficar com bonecas no colo, tamanha a vontade de ter um filho. Debbie Rowe viu isso e resolveu satisfazer o desejo de Michael, talvez por pena. Dito e feito. Para uma apuração maior dos transtornos psicológicos de Michael, há a necessidade de entender as relações familiares, com mãe, irmãos e irmã. Apesar de artista pop indiscutível e com talento de sobra, pessoalmente era um indivíduo perturbado e vítima de repressões paternas.
Quem nos garante que o "Capitão Gancho" na vida de Michael não era o próprio pai?

Reputação e caráter

"As circunstâncias entre as quais você vive determinam sua reputação. A verdade em que você acredita determina seu caráter. A reputação é o que acham que você é. O caráter é o que você realmente é... A reputação é o que você tem quando chega a uma comunidade nova. O caráter é o que você tem quando vai embora... A reputação é feita em um momento. O caráter é construído em uma vida inteira... A reputação torna você rico ou pobre. O caráter torna você feliz ou infeliz... A reputação é o que os homens dizem de você junto à sua sepultura. O caráter é o que os anjos dizem de você diante de Deus". (por Arnaldo Jabor)

domingo, 5 de julho de 2009

Gullar não é pecado

Admiro muito os colunistas da Folha. Dentre eles, Ferreira Gullar é um dos mais lúcidos e ao mesmo tempo mais perturbados, características que considero como ideais para quem lida com ser humano. Gullar, neste domingo, em sua coluna na Ilustrada, reforça a necessidade "urgente" de um estadista no Brasil, em detrimento do que o governo Lula faz socialmente. Eu partilho dessa tese, porque não gosto do presidente, seu discurso pobre, sua animação em receber o Corinthians em pleno horário comercial, é do balacobaco.
O Brasil segue corrupto, até pelas ações de um ex-presidente e vai tapando o sol com a peneira. É o país da gentalha emergente, que enriquece às custas mais de malandragem do que de trabalho honesto. O Bolsa Família atinge quase 40 milhões de pessoas no território nacional. Não resolveu problemas, apenas colocou comida na boca de famílias com um, quatro, nove filhos... É uma política burra, porque não contém a taxa de natalidade e ninguém se prontifica a fazer com que homem e mulher parem de ficar fazendo filho à revelia. Muitas coisas ficam a dever, por falta de inteligência.
Socialmente o país está uma bagunça só. Mas culpa do povo também, que vai empurrando com a barriga sua vida. Gullar diz: "...ter filhos se tornou, no Brasil do Lula, um modo fácil de aumentar a renda familiar.".
O que mais podemos dizer?

Agradecendo ao comentário

Recebo, muito gentilmente, um comentário acerca do que expressei nesse blog sobre Michael Jackson (que diga-se de passagem, ainda é pouco diante do que penso). Sendo assim, torno mais relevante ainda suas palavras:

"Encontrei uma pessoa que conseguiu transmitir tudo que eu penso em palavras, coisa que eu mesma nunca consigo fazer. Achei seu blog por acaso e estou admirada por sua inteligência, por sua maneira prática e direta, porem sensível de enxergar as coisas. Parabéns. Meu nome é Aline, tenho 24 anos e sou de Minas Gerais."

Muito obrigado, e mantenha contatos sempre (que puder e quiser).

sábado, 4 de julho de 2009

O que foi, de fato, Michael Jackson?

Minhas observações sobre o Sr. Michael Joseph Jackson:
  • Com humilde linha de sabedoria aponto que Jackson tinha transtorno de personalidade;
  • Qual transtorno exatamente, não sei ao certo e seria muita pretensão sabê-lo sem conhecê-lo;
  • Seu universo fantasioso era uma prisão; um quadrado mágico com uma prisão em volta;
  • A letra de "They Don't Care About Us" é profética e fala de morte;
  • Curiosamente, as últimas imagens do ensaio antes do show são dessa canção;
  • Michael Jackson sofreu boicote e discriminação por parte de muita gente, muita gente mesmo, na época dos escândalos sobre abuso sexual contra crianças; curiosamente, essa mesma gente (que inclui até a imprensa brasileira) chorou exaustivamente sua morte;
  • Jackson era frágil e uma fortaleza, ao mesmo tempo; era tudo e nada, era branco de alma negra, era personagem de si mesmo, era uma idealização subjetiva da infância perdida no tempo;
  • "Earth Song" é uma de suas mais belas canções e fala sobre as indignações de Michael sobre as coisas erradas no mundo e já configurava um discurso sobre as ameaças ambientais; nesse ponto, ele era certeiro e impunha em suas composições uma certa sensibilidade excêntrica que tinha desde cedo;
  • Sua família foi-lhe um "fardo" pesado, distribuida em pessoas "anuladas" pela repressiva educação de Joe Jackson, um negro pra lá de conservador; Michael fora o mais reprimido, por conter um talento diferenciado desde os 5 anos;
  • "Thriller" e "Bad" tinham o mesmo contexto, apesar de criadas em épocas bem diferentes de sua carreira; a primeira, apesar de pobre, é uma metáfora sobre o terror que há dentro de nós mesmos; a segunda, engloba isso e mais um pouco, sobretudo em quem é realmente mau no contexto todo;
  • Outra canção, "Man in The Mirror" ("O Homem no Espelho"), Michael expunha a necessidade de mudança: "Estou começando com o homem no espelho, estou pedindo a ele que mude seus modos e se você quer fazer do mundo um lugar melhor, olhe para si mesmo, e então faça aquela mudança...".
  • Joe Jackson parece ter vivido muito, muito distante de Michael e vice-versa;
  • A comoção foi tanta que 12 fãs cometeram suicídio ao saberem da morte de Jackson. A loucura é uma linha sem limites e, em se tratando de "modelo de referência" para muitas pessoas, acho até que foi um número baixo. Mas muitas pessoas perderam seus sentidos de vida ao saberem do final trágico do ídolo. Nada incomum em um mundo regido pelas leis do mito;
  • De longe, posso dizer que havia nele um coração sensível e muitas vezes incompreendido socialmente;
  • Acredito ter sido até "bom" Jackson ter morrido aos 50. Com a velhice se aproximando, seria tenebroso vê-lo senil com o aspecto facial que tinha, com a obsessiva mania de juventude, sendo jogada no ralo pela natureza do tempo;
  • O encontro de sua alma com Deus deverá ter um grande ajustamento de contas;
  • Sua "escultura facial" ao longo do tempo leva a crer que traços egípcios antigos tenham sido a (maior) inspiração;
  • Em 1985, seu melhor "amigo" era um chimpanzé, o Bubble; Jackson cresceu tendo relações superficiais com adultos e mais aprofundadas com animais e crianças. Freud explica;
  • Por enquanto é só.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Frases de Jackson para a posteridade

"Me leva lá para fora, para a noite, quatro paredes não vão me segurar esta noite. Se esta cidade é apenas uma maçã, então deixe me dar uma mordida." (Human Nature)

"Se algum dia você encontrar alguém, eu sei que é melhor que ele seja bom para ti. Porque se ele não for, estarei lá, estarei lá..." (I'll Be There For You)

"Enquanto eu dobro a gola do meu casaco de inverno favorito, este vento está soprando minha mente. Eu vejo as crianças nas ruas, sem o suficiente para comer. Quem sou eu para estar cego, fingindo não perceber suas necessidades?" (Man In The Mirror)

"Bem, eles dizem que céu é o limite e para mim é realmente verdade. Mas amigo, você ainda não viu nada. Espere até eu atravessá-lo..." (Bad)

"Eu estou cansado desse demônio, eu estou cansado dessa coisa, eu estou cansado desse negócio. Improviso quando a coisa fica preta. Eu não tenho medo do seu irmão, eu não tenho medo de nenhum jornal, eu não tenho medo de ninguém..." (Black or White)

Who's bad?



Quem é o mau da história, realmente?

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A catarse magnífica de Michael chegou ao fim nesta Terra

MJ: um produto criado para lutar contra a repressão familiar e social


Ele se foi.

50 anos de uma linha que beirou o espetacular, o surpreendente e o bizarro.

As músicas de Jackson praticamente deram início ao meu gosto musical, nos anos 80.

"Billie Jean" e "Beat It" entravam pelos ouvidos e permaneceram nas mentes de lá até hoje.

Vi Michael em 1993, em São Paulo, na turnê "Dangerous".

Foi, até hoje, um dos mais espetaculares shows que já presenciei.

Esse cara é um dos maiores exemplos de como se tornar personagem de si mesmo.

Haviam muitas evidências de problemas psicológicos em Michael. Até aí, nada sobrenatural porque em se tratando de ser humano, tudo é possível psicologicamente.

Mas, como bom compreendedor que sou das viscissitudes humanas, vejo que Michael Jackson exorcizava seus conflitos com o personagem que criou, com as manias e excentricidades, na forma de arte, dança, música, voz.

Em "Thriller" (1982), por exemplo, o monstro-humano (e daí uma metáfora com a quantidade de plásticas descabidas que fez em si próprio), o lobisomem, os mortos-vivos, o medo e o amor, ficaram evidentes na mensagem musical e videoclíptica de Jackson. Dava para entender que era uma catarse de si mesmo. Tudo isso em si e para os outros. Já era um prenúncio do que vinha. Vendeu tanto (55 milhões) que as pessoas se identificaram com aquilo que ele mesmo exorcizava catarticamente. Eu, inclusive, comprei esse álbum. Viamos Jackson protagonizar "Thriller" e nos assustávamos com aquilo. Era um medo associado ao espetáculo.

Logo depois veio "Bad", profeticamente o homem-mau, coisa que Jackson causava conflitos em si mesmo, por haver um homem ainda mal-resolvido com repressões do passado. E perguntava: "Who's bad?".
Quem é realmente mau? Essa foi a pergunta deixada por ele.

Jackson fez voz para as questões sociais, ambientalistas, sentimentais, americanas. Fez dos seus álbuns a voz de si próprio para as repressões que vinham de todos. A suposta pedofilia, indo para um lado contrário de entendimento, talvez tenha surgido em resposta a essa repressiva passagem pela Terra.

Contudo, foi um homem negro abaixo de Deus e que, mesmo suprimido pela fábula de ter moldado-se em fantasias de Peter Pan, mostrou que, por mais talento e criatividade que alguém possa ter, a morte é um desfecho incalculável, impreciso e capaz de trazer o conforto tanto merecido de almas perturbadas.
A maneira como escolheu para viver foi uma escolha sua, mas inadaptada em um mundo que joga suas fichas todas para os julgamentos. Tentou, mas foi vencido pelo coração.

Por ter sido importante e fundamental em minha vida musical (hoje influenciada milimetricamente por U2), peço a Deus que abençoe sua alma, agora diante do encontro com si próprio. Sem fantasias.

Obrigado, MJ.



sábado, 20 de junho de 2009

Roupa velha

Marcus - Qual a música do Roupa Nova que mais gosta?
Erica - "Começo, Meio e Fim".
Marcus - E a que menos gosta?
Erica - Peraí..
Marcus - Essa não conheço.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A vida, uma gota a evaporar no oceano - 2


A família Chem, com Roberto, Letícia e Vera, também desapareceu neste desastre.
Pessoas como nós, como eu e você que lê.
Pai, mãe e filha, todos tiveram suas vidas ceifadas.
Não há muito o que dizer, apesar de, por dentro, minha consciência e espírito me avisarem do quão sinistro isso tudo imprime a sensação de vazio, de completa incapacidade de algo.
Vida louca vida.
Vão em paz vocês, família Chem.

A vida, uma gota a evaporar no oceano


Todos filosofam, encontrando sentido para a vida, em seu todo nada linear.
Mas a vida prova ser um grão de areia ou então, agora, uma gota disposta à evaporação imediata no oceano.
Esse casal brasileiro estava no voo da Air France, em viagem de lua-de-mel.
Bianca Machado Cotta (médica) e Carlos Eduardo Macário de Melo (advogado), a quem presto as minhas homenagens.
Todos nós poderiamos estar nesse voo. Não estávamos.
Quem esteve, portanto, virou uma gota na imensidão oceânica.
Que Deus encaminhe suas almas.

sábado, 30 de maio de 2009

Exclusão

Em um momento bucólico, no MSN:

Marcus diz:
Que nome você não gostaria de ter?
Alinne diz:
Deise, Rebeca, Charlote.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Entre o nariz e o queixo

O beijo
um bicho
um baixo
delírio
uma coisa
bolada
um doce
disforme
uma rosa
tocada
um arco
vencido
de gosto
melado
a gosto
no gosto
me chama
ao teu lado
na chama do vinco
intenso restauro
do teso tinto
um lábio chamado
vinho,
tinto libido
:: Marcus Gabriel ::
(dedicado a Gisele Sanches)

sábado, 16 de maio de 2009

Eu sei, você sabe, mas não custa avisar

Não confunda Funk Como Le Gusta com Punk Come Lagosta!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Existencialismo de Bono sobre a vida

Bono Hewson: é o que é

"O conselho do meu pai para mim, nunca verbalizado, foi: Não sonhe! Sonhar é se desapontar!"

"E isso não é uma prioridade para o Ocidente. São dois 11 de setembro por dia. Ou 18 aviões Jumbo carregados de pais, mães e famílias caindo do céu. Nenhuma lágrima, nenhuma carta de condolências, nenhuma saudação com 51 tiros. Por quê? Porque não damos à vida africana o mesmo valor dado a uma vida européia ou norte-americana. Deus não nos deixará impunes por isso, e a história com certeza não aceitará as nossas desculpas".

"Ser uma celebridade é ridículo, mas é uma moeda que eu quero usar bem."

"Eu penso que, no final das contas, o grupo é totalmente rebelde por causa de nossa postura contra aquilo que as pessoas entendem ser rebeldia. Aquela coisa toda de estrelas do rock jogando seus carros dentro da piscina? Isso não é rebeldia... Rebeldia começa em casa, em seu coração, em sua recusa de comprometer suas crenças e seus valores..."

"Sou um músico escrevinhador, fumador de charutos, bebedor de vinho, leitor da Bíblia."

Bate-papo com supervisor de Gestalt

Marcus: Como a Gestalt não se concentra no sintoma do problema que o paciente traz, de que forma então recorremos à CID para focar o tratamento?
Prof. Antonio: A Gestalt relutou muito no passado, mas atualmente ela aceita o diagnóstico da psicopatologia. O fato de não se concentrar no sintoma para trabalhar e sim no todo, não significa que ela não reconheça o sintoma.
Marcus: Porque em várias situações, a hipótese diagnóstica vai nos indicar o sintoma... e a gestalt-terapia quer o "todo". Como procedo nessa questão?
Prof. Antonio: Aliás, nós muitas vezes procuramos fazer o cliente entrar em contato com o sintoma e perceber o que o sintoma "diz" para ele mesmo.
Marcus: A percepção que ele tem sobre o que há... e proporcionar o 'self-support' em cima disso.
Prof. Antonio: Sim. Sobre o que ele sente, o que ele pensa e o que ele faz.
Marcus: Não importando qual psicopatologia for? Não há como conscientizar um psicótico, por exemplo...
Prof. Antonio: Importar, importa. Afinal, dependendo da gravidade da patologia, o grau de consciência varia. E aí cabe ao terapeuta procurar o melhor caminho para o cliente entrar em contato com ele. Um psicótico é dificil. Se na terapia nós trabalhamos com apoio e frustração, com o psicótico é mais apoio e quase nenhuma frustração.
Marcus: Minha dúvida persistia nesta questão do sintoma. Na triagem, o sintoma fica em primeiro plano. Mas no processo, não trabalhamos focados no sintoma do paciente... Então, pela Gestalt não sabia como transcorrer. No caso da baixa-estima, é outra coisa, acho que mais perceptível e gradual na conscientização. Mas com respeito às psicopatologias...
Prof. Antonio: Realmente, são os nós do processo.
Marcus: A paciente de 12 anos que estou para marcar tem histórico de depressão leve. Há, então uma HD reconhecida. Faço-a enxergar a depressão?
Prof. Antonio: Uma possível HD... Ela primeiro tem que tomar consciência do que sente.
Marcus: É o "sentir" o primeiro estágio, então...
Prof. Antonio: A depressão é sentida pelo cliente. Nós é que a vemos.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Papinho-verde

Marcus diz:
Em algum dia de sua vida já se sentiu como um maço de cebolinha?
Daniela diz:
Um maço de cebolinha ressecado ao sol, totalmente inútil....sim, várias vezes.

domingo, 10 de maio de 2009

Imagem de Autumn Sonnichsen ////// www.autumnsonnichsen.com

Eventos pecuários são arriscados...

Isso que dá não levar a mulher ao evento...

A funcionária do mês...

Por isso que eu falo... profissional bom é o que sabe passar fax.

A mulher com o maior físico do mundo...

Entendeu, né?
E daí, né?

domingo, 3 de maio de 2009

Frase de ocasião

"Se namorar fosse bom micareta não bombava."

Pérolas orkutianas /// relacionamentos anteriores

Verificando alguns dados no orkut de pessoas diversas, interessante saber o que "aprenderam com os relacionamentos anteriores". Veja alguns, de mulheres:
  1. Que o próximo será diferente.
  2. Que sempre tem coisa melhor.
  3. Ter paciência!!!
  4. Que nem tudo é para sempre e que as pessoas não são como mostram de inicio.
  5. A doar, respeitar e compreender a individualidade de cada pessoa.
  6. Não tive relacionamentos anteriores, mas o atual é ser fiel acima de tudo.
  7. Que nesta vida tudo vale a pena.
  8. Não dirigir bêbada.
  9. Nunca me diga "te amo" se eu não te interesso. Nunca fale sobre sentimentos se estes não existem. Nunca toque numa vida, se não pretende romper um coração. Nunca olhe nos olhos de alguém, se não quiser vê-lo se derramar em lágrimas por causa de ti. A coisa mais cruel que se pode fazer é permitir que alguém se apaixone por você, quando você não pretende fazer o mesmo.
  10. Não aprendi.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

99 meses para salvar o mundo, segundo Charles

Do Terra - O príncipe Charles da Inglaterra advertiu nesta segunda-feira em discurso na Câmara dos Deputados italiana, em Roma, que restam apenas 99 meses de luta contra a mudança climática antes que se "chegue a um ponto irreversível".
Charles, que visita Roma junto a sua mulher, Camilla, pediu a rejeição "do modelo convencional" e a criação de um novo sistema de valores para "resolver o problema da mudança climática".
O príncipe afirmou que antes do fim do ano "a família das nações do mundo" terá que "acordar um modo para deter ou para reverter a tendência do crescimento das emissões de CO2".
"À alta do nível do mar e à degradação das águas doces se somarão os efeitos de fenômenos climáticos extremos que comportarão danos ao território e terão impacto negativo sobre os cultivos", advertiu o príncipe no discurso, que durou mais de 30 minutos.
Por isso, o príncipe Charles insistiu na necessidade de um "acordo sobre a mudança climática, que seja verdadeiramente global e que se baseie na confiança". "Haverá decisões difíceis de ser tomadas, especialmente para as indústrias que têm um alto consumo energético, mas se quisermos deixar a nossos filhos um mundo habitável, temos que atuar imediatamente", concluiu.

Porque Susan Boyle deu um soco no preconceito

A escocesa Susan, 47, estava nervosa, desempregada, mora sozinha com um gato, nunca se casou nem foi beijada, mas estava auto-confiante.
Sabia de seu potencial, apesar da modéstia abarcada em sua aparência simples.
Surgiu a chance no microfone, para cantar "I Dreamed a Dream", de Los Miserables.
Curiosamente com um título profético:
"Sonhei um sonho com o tempo já acabado;
quando a esperança era alta e viver valia à pena.
Sonhei que esse amor nunca morreria;
Sonhei que Deus perdoaria;
Que eu era jovem e destemido,
quando sonhos foram feitos, usados e desperdiçados;
Não houve resgate a ser pago,
nem canção não cantada ou vinho não provado;
Mas os tigres vêm à noite,
com sua voz suave como um trovão;
Como eles despedaçam sua esperança,
transformando seus sonhos em vergonha;
E ainda assim sonhei que ele veio até mim,
e que viveriamos os anos juntos;
Mas há sonhos que não podem ser
e há tempestades que não podemos prever;
Eu tive um sonho que minha vida seria
tão diferente deste inferno que estou vivendo;
Tão diferente do que parecia e agora a vida matou o sonho que eu sonhei."
Foi ovacionada.
Matou o preconceito dos miseráveis olhares tortos.
Uma prova arregimentada de crença em si mesma.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Mundo sinistro


Pergunto para algumas pessoas amigas sobre o que estão achando sinistro hoje em dia. Veja algumas respostas:
"As pessoas estão cada vez mais virtuais. Nada mais é real, verdadeiro. Só bobagens." (Alessandra)
"Assustador são as coisas que acontecem... os seres humanos que matam por nada, os acidentes de carro..." (Daniela)
"Gente morrendo de dengue, é sinistro..." (Aline)
"Pedofilia. Monstruosidade!" (Juliana)
"Chuck, o brinquedo assassino, a noiva do Chuck e o filho do Chuck." (Mara)
"Minha avó com Alzheimer... conversar com ela mesma no espelho sem se identificar, com palito e caixa de fósforo..." (Priscilla)
"É ver uma folha gigante sendo transportada por uma formiga de tamanho padrão. As formigas estão bombadas de produtos químicos!" (Marcus)

domingo, 19 de abril de 2009

20 dias...

Esse é o tempo que levou para minha mãe operar o coração e se recuperar na UTI/quarto.

79 anos ela tem.

Desses 20 dias, um dos dias foi o mais crítico, uma quinta-feira. Achamos que ela não sobreviveria.

Mas, sobreviveu. No dia seguinte estava outra pessoa. Não era nem sombra do quadro clínico do dia anterior.

Quer minha explicação?

DEUS.

O poder da oração prevaleceu. E a vontade Dele também.

Por isso minha mãe melhorou.
Amiga minha disse pra mim:
- Meu, você é inusitado!
Eu disse:
- Não. Sou um sinusitado. Provoco dores de cabeça em algumas pessoas.

domingo, 12 de abril de 2009

Ainda vou escrever sobre esses caras. Na hora certa...


quinta-feira, 9 de abril de 2009

Fé!

Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe!
Você vai sair dessa!

sexta-feira, 3 de abril de 2009


"Não ligue pra essas caras tristes..." (Cazuza)

Sobrenatural

Em 39 anos de existência, nunca aconteceu o que me aconteceu, ontem.

Fui abastecer no posto. Gasolina, como de praxe.

Pedi R$ 5,00. Isso mesmo, R$ 5,00.

O frentista distraiu-se e abasteceu R$ 8,00.

Paguei e fui embora.

Fazer o que?

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Crime inteligente x Crime desinteligente


Ultimamente "Prison Break" tem sido mais interessante do que a realidade que se vê nos jornais. A resposta é simples: a metáfora que vimos no dia-a-dia é a metáfora da banalidade. Crimes, violência urbana, organizada e doméstica, assaltos, estupros, pedofilia, assassinatos encomendados, passionalidade a serviço da tragédia, sacramentam a babel e o caos. Ok, quanto a isso, ok. Mas são banais, desinteligentes, forçados, sem motivos degustadores e somente propagador da ruína social que se estabelece a cada minuto.
No caso da série norte-americana, a inteligência bate a casa 10 e vira nó na garganta, diante de tamanha trama viva, onde a arte imita loucamente a vida. "Prison" cumpre o seu objetivo de tornar o tormento social mais inteligente. O problema não é o caos, mas o caos involutivo.
A saga de Scofield e Burrows nos satisfaz porque expõe a fragilidade de um sistema "pega ladrão" que virou somente um confeito de açúcar.
Muito açúcar.

Fim da linha?


Mulher chega desesperada à delegacia da mulher*. Um dos filhos está descontrolado, perdeu o senso e adentrou às vias da pedofilia, ao abusar de um garoto de 5 anos. Há histórico anterior de vários e vários abusos contra menores. Ela quer se suicidar, porque não vê outra solução, visto que é responsável por ele e pode ir presa havendo algum crime reconhecido. Ele não usa drogas. Porém, assumiu-se como homossexual, tem 40 anos e canaliza sua fonte de prazer para crianças do sexo masculino.
Segundo relato dela, convidou o menino para ver um filme. Durante a sessão, abaixou as calças do mesmo e fez sexo oral. O menino ficou acuado e ameaçado de morte, caso dedurasse o ocorrido. Mas dedurou. A mãe notou diferenças no pênis e decidiu fazer exames. Junto ao relato, comprovou o abuso, negado pelo agressor.
O que fazer com essa mulher?
O que?
Que tipo de aconselhamento? Que direcionamento?
Que grau de conscientização sobre filho e sobre si mesma poderia atingir o que se espera?
Aconselhei que o filho precisa urgente de internação psiquiátrica prolongada, sob tutela da escolta jurídica e por não menos de 6 meses. É um caminho de alívio de ambos os lados.
A outra, de que ela deveria recomeçar sua vida, auto-valorizar-se, reinventar, experienciar diferente, com o deslocamento do filho para a psiquiatria.
É o divisor de águas da vida, onde a tragédia se estabelece para recriar-se em forma de arte.
Vive-se, mas nem sempre o que é vivido é superado. Porém, pode ser recriado.
Basta querer.
Ele e ela podem.
Não é o fim da linha. Pode acreditar.
____________
* atendimento psicológico realizado por mim.

terça-feira, 31 de março de 2009

Vestimenta

Meu primeiro atendimento clínico foi um pouco sombrio.

Não posso relatar o contexto, por ética. E nem é essa a questão.

Mas atendi em uma manhã chuvosa, em uma sala apertada, com o rapaz vindo a sessão como se tivesse ido para um jogo de futebol: boné da Ferrari, camiseta, bermuda, meia e tênis.

Para uma segunda-feira de manhã não deixou de ser bucólico.

Após uma hora de sessão percebi que uma roupa às vezes diz mais do que qualquer palavra.

Constatação

Perguntei a uma amiga, Cíntia, sobre qual a importância que via nela mesma para o mundo.
Pensou por 4 minutos e me respondeu:
"Pra falar a verdade realmente, hoje eu acredito não ter importância nenhuma. Vejo, sinto, e percebo que não sou ninguém pros outros... somente uma pessoa que não faz diferença nenhuma."
Importante é fazer a pessoa pensar.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Seja bem-vinda e fique à vontade, Thaila.

Um dia incomum

30 de março.

Dia do aniversário do meu pai.

Véspera da cirurgia cardíaca de minha mãe.

E meu primeiro atendimento clínico como psicólogo.

O que dizer desse dia?

sexta-feira, 13 de março de 2009

Putz que pariw

Quando pergunto para alguém se...

VOCÊ MELHOROU?

A pessoa geralmente responde:

MELHOREI DO QUE?

Aí eu digo:

DE QUALQUER COISA!

Ela responde:

AH, SIM, MELHOREI, TÔ BEM MELHOR SIM... MAS COMO VOCÊ SABE QUE EU TAVA MAL?

Enjoo

Já enjoei de:

Pedro Bial e tudo o que vem dele, inclusive o tal BBB
Suzana Vieira
Lula
Uma professora minha (sem nomes, aqui)
A propaganda da Smirnoff (puras possibilidades o caralho!)
Os funcionários do meu condomínio (zeladores, faxineira e tudo o mais)
O síndico do meu condomínio
A novela "Caminho das Índias"
De Rio Preto
William Bonner e Fátima Bernardes
Do Zeca Camargo e do Maurício Kubrusly
Da Regina Casé
Da Igreja Universal (tenho nojo!)
De gente pudica
De gente que massacra a Língua Portuguesa
De alguns colegas de classe
De ir em loja de conveniência comprar pão
De abastecer meu carro
Do meu carro
De algumas ruas de Rio Preto
Da rodoviária de Rio Preto
De sair
Do Ronaldo no Corinthians
Do Corinthians com ou sem Ronaldo
Da Globo lambendo o Ronaldo
Da Globo chupando o Corinthians
Do Luxemburgo
De gente que me cobra coisas absurdas
De às vezes ser inevitável ouvir bobagens
Desse calor anormal e trash
De pessoas em geral
De quem esbanja o carro que tem
De lavar louça toda semana
De e-mails camuflados de spans e vice-versa
De pessoas no meu orkut que nunca disseram nada x nada
De alguns jogadores do São Paulo
De parentes
De almoçar na Gaúcha
De publicitários
De fascínoras
De pseudointelectuais
...
...
...
...
Outro dia digo mais, ok?

Ando comendo...

...torta de frango toda noite.



Sinistro isso.

Loucura, insanidade, perdição...

Noite estranha, essa de 12 para 13 de março, onde um cara completamente insano levou a filha de 5 anos para um avião bimotor, sobrevoou baixo Goiânia e se atirou de ponta no estacionamento do Shopping Flamboyant, aniquilando a menina e a si próprio.

Eu falo... sempre...

O mundo está cada vez mais louco, insano, destrutível e perdido.

Você ainda acredita nas pessoas?

Eu, não.

Aliás, já deram o que tinham que dar.

Nessa mesma noite, o São Paulo goleava o Mirassol por 5 x 0, com três de W9.

Nem isso foi capaz de me animar.

Foi um dia em que comprei o novo CD do U2, que ouvi duas vezes, mas que ainda não foi capaz de me alegrar também.

Venha outro dia, venha!

domingo, 1 de março de 2009

O que não se é no Carnaval

Há muito tempo desgostei de Carnaval.
Acho o maior tempero da ilusão neste país.
Mas é catártico e vejo uma intensa necessidade que as pessoas têm disso ocorrer.
Carnaval é somente catarse coletiva.
Para quem não sabe, catarse é liberação de angústias.
Entendeu?
Então.
Mas há catarses bobas, cozinhadas na ilusão.
E muita gente faz do Carnaval um motivo a mais para dizer quem não são.

Pedofilia: entender e execrar

Quando vi as notícias sobre os casos de pedofilia em Catanduva, minha cabeça ferveu de novo. Primeiro porque notícias como essas estão cada vez mais avassaladoras na sociedade. Segundo porque é aqui do lado, ou seja, "aqui do lado".
Fico imaginando que, em uma cidade como Catanduva, de hábitos interioranos (ainda) o tempero do crime contra a criança acabe por demonstrar o quão o monstro montado pelo diabo já está ruminando entre nós.
A pergunta que eu faço, dentre tantas, é: O QUE AS PESSOAS QUEREM?
Sim, mesmo porque já é fato que a sexualidade anda fervilhando na cabeça de muita gente bem e mal-resolvida e a vida virou um come-come dos diabos.
Vi também que 2,3% de 629 pessoas que foram a Salvador viver mais um Carnaval foram "pêgas" no teste HIV colhido rapidamente pela Secretaria de Saúde. Ou seja, 14 pessoas que não sabiam que estão positivas.
O mal do mundo é ter muita gente à toa.. sem responsabilidade alguma sobre qualquer coisa. Gente que ocupa espaço somente e existe à revelia do momento. E essas pessoas estão nesse mundo porque alguém trepou e assim nasceram. Ou seja, sexo novamente.
Voltando ao caso de Catanduva. O que essas pessoas (ditas influentes na cidade, com profissões gabaritadas) querem sexualmente com crianças? Dá pra entender? Por que esta atração diabólica? Qual a lógica da pedofilia? Por que buscar na pureza infantil a sexualidade mais nefasta?
O que me "trinca", além das razões que levam a alguém cometer tal crime, é o que permeia isso tudo.
Não dá também para esconder que muitos pais e famílias estão "sensualizando" seus filhos e filhas. Que mídia, publicidade e meio artístico estão influenciando a sexualização dessas crianças. Que meninas estão imitando a vida consumista da mãe. Que o clima tropical nosso propicia a pouca roupa e, com isso, a provocação.
É uma roda-viva sem fim. Ao meu ver não há muito mais o que fazer. A sociedade hoje se baseia muito no prazer e foda-se o ponto de convergência a que se destina.
É uma realidade.

Igualdade...

...em um mundo de extremas diferenças, declaradas e não-declaradas...


...eu imagino que quando pessoas diferentes descascam uma laranja...


...declaram ser mais iguais do que se imagina.


IGUALDADE É DESCASCAR UMA LARANJA.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

E então?

Como os antigos ancestrais faziam quando o dente doia e as cáries atormentavam?

Deviam ficar malucos de dor, claro.

Se hoje ficamos, o que dirá há milhares de anos...

Dente é um negócio phoda.

Mas pensando bem, nossa vida não teria graça sem eles. Não mesmo.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Mais sobre "Lost" : purgatório

Eu afirmo e continuarei afirmando que o segredo de "Lost" é unir o inútil ao desagradável.
É uma parábola cosmopolita sobre o inferno. Indireta, implícita, mas... fatal.
Continuo minha tese:
O destino do mal é o mal. Os "pseudo-sobreviventes" apenas vivenciam o nada, em decorrência do que vivenciaram quando vivos.
Não houve sobreviventes no avião. Claro que não.
Mas o melhor de tudo é que a série reflete sem clichês ou visões já desgastadas do inferno.
É espiritualista, realista, existencialista e perturbadora.
E por isso é bom.
É uma visão filosófica do mal que soberba a vida humana, desde sempre.
Na ilha de "Lost" não se fala em Deus. E Deus não parece estar lá.
"Lost" é uma espécie renovada de "Matrix". Encontre a sua.
# Porém, veja essa versão da revista Superinteressante:
Os nomes de Lost não existem em vão - John Locke e Danielle Rousseau, batizados em homenagem a filósofos, estão aí para provar. No caso dos Outros, a inspiração parece ter vindo da Bíblia. E isso pode revelar algumas coisas. Tipo: o líder Benjamin Linus teria um superior vivendo na ilha, Jacob. Ele só foi mencionado uma vez na série, e pode ser o ainda misterioso homem de tapa-olho (1). O fato é que, na Bíblia, Benjamin é o nome do filho preferido de... Jacob (Jacó, em português). O livro sagrado também diz que Jacó é filho de Isaac. E, sim, tem um Isaac em Lost. Ele é um curandeiro que vive na Austrália (2). Foi à clínica dele que Bernard levou Rose para tentar livrá-la de um câncer. É que Isaac usa o que ele chama de "força da Terra" para extirpar tumores e fazer com que paralíticos voltem a andar. A Dharma pesquisa a força magnética toda especial da ilha. Tão especial que destrói cânceres e cura paralíticos. Isaac, então, pode ter conexões com a Dharma. E até ser o chefão dos Outros. Pelo menos é o que está na Bíblia.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O que quer, realmente, "Lost"?

Sou suspeito para dizer sobre essa série, porque a cada episódio fico mais fissurado na leitura apocalíptica que "Lost" faz da vida.
Segundo meus neurônios em funcionamento e minha sinapse lostiana, penso que o grande segredo de "Lost" é mostrar o que aqui se faz, aqui se paga. A ilha é um purgatório para aquelas pessoas que, certamente, morreram no desastre aéreo.
Quem ficou na ilha está no inferno. O "paraíso" perdido é, em essência, o preço que pagamos por termos sido ruins na vida. Locke, Kate, James, Hugo, Jack, Said.. todos no inferno. Portanto, perdidos.
Benjamin, o Ben, é o diabo comandante.
É uma metáfora da própria existência, um existencialista drama sobre nossas condutas e karmas.
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Algumas pessoas, na internet, têm suas versões para o significado maior de "Lost". Vamos a elas, porque vale também como parâmetro:
André D'Lucca compara "Lost" ao "O Segredo". Diz ele:
"Hoje fui arrebatado por uma descoberta fantástica. Estava assistindo “O Segredo”, The Secret, quando percebi que a série americana Lost é toda baseada na teoria da Lei da Atração. Todos os acontecimentos, todas aquelas pessoas, todos os fatos. Todos os episódios, tudo é Lei da atração. Aqueles personagens todos se atraíram. Eles já estavam de forma indireta interligados. Vemos isso durante toda a série. Inclusive os montros. Locke atraiu a traição do pai e até mesmo sua deficiência e na ilha atraiu a cura. Sun atraiu o tão desejado filho já que começou a se sentir feliz com o marido na ilha. Hugo a utilizou para ganhar na loto com aqueles números que de tanto ele julgar maldito só atraiu desgraça. Kate atraiu a liberdade. A ex-esposa de Jack a cura de um acidente que a deixou tetraplégica. Jack e Locke atraíram os pais para a ilha. Tudo em Lost é Lei da atração. Mais um Segredo foi revelado."
Voltarei ao assunto. Evidente.

Ok!

Já temos 21 dias que o ano começou, se é que algo realmente acabou para algo começar.

A pedidos da Marjô (uma espécie de enciclopédia feminina), estou de volta aqui.

Vamos trabalhar, então.