sexta-feira, 26 de junho de 2009

Frases de Jackson para a posteridade

"Me leva lá para fora, para a noite, quatro paredes não vão me segurar esta noite. Se esta cidade é apenas uma maçã, então deixe me dar uma mordida." (Human Nature)

"Se algum dia você encontrar alguém, eu sei que é melhor que ele seja bom para ti. Porque se ele não for, estarei lá, estarei lá..." (I'll Be There For You)

"Enquanto eu dobro a gola do meu casaco de inverno favorito, este vento está soprando minha mente. Eu vejo as crianças nas ruas, sem o suficiente para comer. Quem sou eu para estar cego, fingindo não perceber suas necessidades?" (Man In The Mirror)

"Bem, eles dizem que céu é o limite e para mim é realmente verdade. Mas amigo, você ainda não viu nada. Espere até eu atravessá-lo..." (Bad)

"Eu estou cansado desse demônio, eu estou cansado dessa coisa, eu estou cansado desse negócio. Improviso quando a coisa fica preta. Eu não tenho medo do seu irmão, eu não tenho medo de nenhum jornal, eu não tenho medo de ninguém..." (Black or White)

Who's bad?



Quem é o mau da história, realmente?

quinta-feira, 25 de junho de 2009

A catarse magnífica de Michael chegou ao fim nesta Terra

MJ: um produto criado para lutar contra a repressão familiar e social


Ele se foi.

50 anos de uma linha que beirou o espetacular, o surpreendente e o bizarro.

As músicas de Jackson praticamente deram início ao meu gosto musical, nos anos 80.

"Billie Jean" e "Beat It" entravam pelos ouvidos e permaneceram nas mentes de lá até hoje.

Vi Michael em 1993, em São Paulo, na turnê "Dangerous".

Foi, até hoje, um dos mais espetaculares shows que já presenciei.

Esse cara é um dos maiores exemplos de como se tornar personagem de si mesmo.

Haviam muitas evidências de problemas psicológicos em Michael. Até aí, nada sobrenatural porque em se tratando de ser humano, tudo é possível psicologicamente.

Mas, como bom compreendedor que sou das viscissitudes humanas, vejo que Michael Jackson exorcizava seus conflitos com o personagem que criou, com as manias e excentricidades, na forma de arte, dança, música, voz.

Em "Thriller" (1982), por exemplo, o monstro-humano (e daí uma metáfora com a quantidade de plásticas descabidas que fez em si próprio), o lobisomem, os mortos-vivos, o medo e o amor, ficaram evidentes na mensagem musical e videoclíptica de Jackson. Dava para entender que era uma catarse de si mesmo. Tudo isso em si e para os outros. Já era um prenúncio do que vinha. Vendeu tanto (55 milhões) que as pessoas se identificaram com aquilo que ele mesmo exorcizava catarticamente. Eu, inclusive, comprei esse álbum. Viamos Jackson protagonizar "Thriller" e nos assustávamos com aquilo. Era um medo associado ao espetáculo.

Logo depois veio "Bad", profeticamente o homem-mau, coisa que Jackson causava conflitos em si mesmo, por haver um homem ainda mal-resolvido com repressões do passado. E perguntava: "Who's bad?".
Quem é realmente mau? Essa foi a pergunta deixada por ele.

Jackson fez voz para as questões sociais, ambientalistas, sentimentais, americanas. Fez dos seus álbuns a voz de si próprio para as repressões que vinham de todos. A suposta pedofilia, indo para um lado contrário de entendimento, talvez tenha surgido em resposta a essa repressiva passagem pela Terra.

Contudo, foi um homem negro abaixo de Deus e que, mesmo suprimido pela fábula de ter moldado-se em fantasias de Peter Pan, mostrou que, por mais talento e criatividade que alguém possa ter, a morte é um desfecho incalculável, impreciso e capaz de trazer o conforto tanto merecido de almas perturbadas.
A maneira como escolheu para viver foi uma escolha sua, mas inadaptada em um mundo que joga suas fichas todas para os julgamentos. Tentou, mas foi vencido pelo coração.

Por ter sido importante e fundamental em minha vida musical (hoje influenciada milimetricamente por U2), peço a Deus que abençoe sua alma, agora diante do encontro com si próprio. Sem fantasias.

Obrigado, MJ.



sábado, 20 de junho de 2009

Roupa velha

Marcus - Qual a música do Roupa Nova que mais gosta?
Erica - "Começo, Meio e Fim".
Marcus - E a que menos gosta?
Erica - Peraí..
Marcus - Essa não conheço.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A vida, uma gota a evaporar no oceano - 2


A família Chem, com Roberto, Letícia e Vera, também desapareceu neste desastre.
Pessoas como nós, como eu e você que lê.
Pai, mãe e filha, todos tiveram suas vidas ceifadas.
Não há muito o que dizer, apesar de, por dentro, minha consciência e espírito me avisarem do quão sinistro isso tudo imprime a sensação de vazio, de completa incapacidade de algo.
Vida louca vida.
Vão em paz vocês, família Chem.

A vida, uma gota a evaporar no oceano


Todos filosofam, encontrando sentido para a vida, em seu todo nada linear.
Mas a vida prova ser um grão de areia ou então, agora, uma gota disposta à evaporação imediata no oceano.
Esse casal brasileiro estava no voo da Air France, em viagem de lua-de-mel.
Bianca Machado Cotta (médica) e Carlos Eduardo Macário de Melo (advogado), a quem presto as minhas homenagens.
Todos nós poderiamos estar nesse voo. Não estávamos.
Quem esteve, portanto, virou uma gota na imensidão oceânica.
Que Deus encaminhe suas almas.