sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Mais sobre "Lost" : purgatório

Eu afirmo e continuarei afirmando que o segredo de "Lost" é unir o inútil ao desagradável.
É uma parábola cosmopolita sobre o inferno. Indireta, implícita, mas... fatal.
Continuo minha tese:
O destino do mal é o mal. Os "pseudo-sobreviventes" apenas vivenciam o nada, em decorrência do que vivenciaram quando vivos.
Não houve sobreviventes no avião. Claro que não.
Mas o melhor de tudo é que a série reflete sem clichês ou visões já desgastadas do inferno.
É espiritualista, realista, existencialista e perturbadora.
E por isso é bom.
É uma visão filosófica do mal que soberba a vida humana, desde sempre.
Na ilha de "Lost" não se fala em Deus. E Deus não parece estar lá.
"Lost" é uma espécie renovada de "Matrix". Encontre a sua.
# Porém, veja essa versão da revista Superinteressante:
Os nomes de Lost não existem em vão - John Locke e Danielle Rousseau, batizados em homenagem a filósofos, estão aí para provar. No caso dos Outros, a inspiração parece ter vindo da Bíblia. E isso pode revelar algumas coisas. Tipo: o líder Benjamin Linus teria um superior vivendo na ilha, Jacob. Ele só foi mencionado uma vez na série, e pode ser o ainda misterioso homem de tapa-olho (1). O fato é que, na Bíblia, Benjamin é o nome do filho preferido de... Jacob (Jacó, em português). O livro sagrado também diz que Jacó é filho de Isaac. E, sim, tem um Isaac em Lost. Ele é um curandeiro que vive na Austrália (2). Foi à clínica dele que Bernard levou Rose para tentar livrá-la de um câncer. É que Isaac usa o que ele chama de "força da Terra" para extirpar tumores e fazer com que paralíticos voltem a andar. A Dharma pesquisa a força magnética toda especial da ilha. Tão especial que destrói cânceres e cura paralíticos. Isaac, então, pode ter conexões com a Dharma. E até ser o chefão dos Outros. Pelo menos é o que está na Bíblia.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O que quer, realmente, "Lost"?

Sou suspeito para dizer sobre essa série, porque a cada episódio fico mais fissurado na leitura apocalíptica que "Lost" faz da vida.
Segundo meus neurônios em funcionamento e minha sinapse lostiana, penso que o grande segredo de "Lost" é mostrar o que aqui se faz, aqui se paga. A ilha é um purgatório para aquelas pessoas que, certamente, morreram no desastre aéreo.
Quem ficou na ilha está no inferno. O "paraíso" perdido é, em essência, o preço que pagamos por termos sido ruins na vida. Locke, Kate, James, Hugo, Jack, Said.. todos no inferno. Portanto, perdidos.
Benjamin, o Ben, é o diabo comandante.
É uma metáfora da própria existência, um existencialista drama sobre nossas condutas e karmas.
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Algumas pessoas, na internet, têm suas versões para o significado maior de "Lost". Vamos a elas, porque vale também como parâmetro:
André D'Lucca compara "Lost" ao "O Segredo". Diz ele:
"Hoje fui arrebatado por uma descoberta fantástica. Estava assistindo “O Segredo”, The Secret, quando percebi que a série americana Lost é toda baseada na teoria da Lei da Atração. Todos os acontecimentos, todas aquelas pessoas, todos os fatos. Todos os episódios, tudo é Lei da atração. Aqueles personagens todos se atraíram. Eles já estavam de forma indireta interligados. Vemos isso durante toda a série. Inclusive os montros. Locke atraiu a traição do pai e até mesmo sua deficiência e na ilha atraiu a cura. Sun atraiu o tão desejado filho já que começou a se sentir feliz com o marido na ilha. Hugo a utilizou para ganhar na loto com aqueles números que de tanto ele julgar maldito só atraiu desgraça. Kate atraiu a liberdade. A ex-esposa de Jack a cura de um acidente que a deixou tetraplégica. Jack e Locke atraíram os pais para a ilha. Tudo em Lost é Lei da atração. Mais um Segredo foi revelado."
Voltarei ao assunto. Evidente.

Ok!

Já temos 21 dias que o ano começou, se é que algo realmente acabou para algo começar.

A pedidos da Marjô (uma espécie de enciclopédia feminina), estou de volta aqui.

Vamos trabalhar, então.