
Ultimamente "Prison Break" tem sido mais interessante do que a realidade que se vê nos jornais. A resposta é simples: a metáfora que vimos no dia-a-dia é a metáfora da banalidade. Crimes, violência urbana, organizada e doméstica, assaltos, estupros, pedofilia, assassinatos encomendados, passionalidade a serviço da tragédia, sacramentam a babel e o caos. Ok, quanto a isso, ok. Mas são banais, desinteligentes, forçados, sem motivos degustadores e somente propagador da ruína social que se estabelece a cada minuto.
No caso da série norte-americana, a inteligência bate a casa 10 e vira nó na garganta, diante de tamanha trama viva, onde a arte imita loucamente a vida. "Prison" cumpre o seu objetivo de tornar o tormento social mais inteligente. O problema não é o caos, mas o caos involutivo.
A saga de Scofield e Burrows nos satisfaz porque expõe a fragilidade de um sistema "pega ladrão" que virou somente um confeito de açúcar.
Muito açúcar.


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