segunda-feira, 27 de abril de 2009

Porque Susan Boyle deu um soco no preconceito

A escocesa Susan, 47, estava nervosa, desempregada, mora sozinha com um gato, nunca se casou nem foi beijada, mas estava auto-confiante.
Sabia de seu potencial, apesar da modéstia abarcada em sua aparência simples.
Surgiu a chance no microfone, para cantar "I Dreamed a Dream", de Los Miserables.
Curiosamente com um título profético:
"Sonhei um sonho com o tempo já acabado;
quando a esperança era alta e viver valia à pena.
Sonhei que esse amor nunca morreria;
Sonhei que Deus perdoaria;
Que eu era jovem e destemido,
quando sonhos foram feitos, usados e desperdiçados;
Não houve resgate a ser pago,
nem canção não cantada ou vinho não provado;
Mas os tigres vêm à noite,
com sua voz suave como um trovão;
Como eles despedaçam sua esperança,
transformando seus sonhos em vergonha;
E ainda assim sonhei que ele veio até mim,
e que viveriamos os anos juntos;
Mas há sonhos que não podem ser
e há tempestades que não podemos prever;
Eu tive um sonho que minha vida seria
tão diferente deste inferno que estou vivendo;
Tão diferente do que parecia e agora a vida matou o sonho que eu sonhei."
Foi ovacionada.
Matou o preconceito dos miseráveis olhares tortos.
Uma prova arregimentada de crença em si mesma.

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