segunda-feira, 27 de abril de 2009

99 meses para salvar o mundo, segundo Charles

Do Terra - O príncipe Charles da Inglaterra advertiu nesta segunda-feira em discurso na Câmara dos Deputados italiana, em Roma, que restam apenas 99 meses de luta contra a mudança climática antes que se "chegue a um ponto irreversível".
Charles, que visita Roma junto a sua mulher, Camilla, pediu a rejeição "do modelo convencional" e a criação de um novo sistema de valores para "resolver o problema da mudança climática".
O príncipe afirmou que antes do fim do ano "a família das nações do mundo" terá que "acordar um modo para deter ou para reverter a tendência do crescimento das emissões de CO2".
"À alta do nível do mar e à degradação das águas doces se somarão os efeitos de fenômenos climáticos extremos que comportarão danos ao território e terão impacto negativo sobre os cultivos", advertiu o príncipe no discurso, que durou mais de 30 minutos.
Por isso, o príncipe Charles insistiu na necessidade de um "acordo sobre a mudança climática, que seja verdadeiramente global e que se baseie na confiança". "Haverá decisões difíceis de ser tomadas, especialmente para as indústrias que têm um alto consumo energético, mas se quisermos deixar a nossos filhos um mundo habitável, temos que atuar imediatamente", concluiu.

Porque Susan Boyle deu um soco no preconceito

A escocesa Susan, 47, estava nervosa, desempregada, mora sozinha com um gato, nunca se casou nem foi beijada, mas estava auto-confiante.
Sabia de seu potencial, apesar da modéstia abarcada em sua aparência simples.
Surgiu a chance no microfone, para cantar "I Dreamed a Dream", de Los Miserables.
Curiosamente com um título profético:
"Sonhei um sonho com o tempo já acabado;
quando a esperança era alta e viver valia à pena.
Sonhei que esse amor nunca morreria;
Sonhei que Deus perdoaria;
Que eu era jovem e destemido,
quando sonhos foram feitos, usados e desperdiçados;
Não houve resgate a ser pago,
nem canção não cantada ou vinho não provado;
Mas os tigres vêm à noite,
com sua voz suave como um trovão;
Como eles despedaçam sua esperança,
transformando seus sonhos em vergonha;
E ainda assim sonhei que ele veio até mim,
e que viveriamos os anos juntos;
Mas há sonhos que não podem ser
e há tempestades que não podemos prever;
Eu tive um sonho que minha vida seria
tão diferente deste inferno que estou vivendo;
Tão diferente do que parecia e agora a vida matou o sonho que eu sonhei."
Foi ovacionada.
Matou o preconceito dos miseráveis olhares tortos.
Uma prova arregimentada de crença em si mesma.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Mundo sinistro


Pergunto para algumas pessoas amigas sobre o que estão achando sinistro hoje em dia. Veja algumas respostas:
"As pessoas estão cada vez mais virtuais. Nada mais é real, verdadeiro. Só bobagens." (Alessandra)
"Assustador são as coisas que acontecem... os seres humanos que matam por nada, os acidentes de carro..." (Daniela)
"Gente morrendo de dengue, é sinistro..." (Aline)
"Pedofilia. Monstruosidade!" (Juliana)
"Chuck, o brinquedo assassino, a noiva do Chuck e o filho do Chuck." (Mara)
"Minha avó com Alzheimer... conversar com ela mesma no espelho sem se identificar, com palito e caixa de fósforo..." (Priscilla)
"É ver uma folha gigante sendo transportada por uma formiga de tamanho padrão. As formigas estão bombadas de produtos químicos!" (Marcus)

domingo, 19 de abril de 2009

20 dias...

Esse é o tempo que levou para minha mãe operar o coração e se recuperar na UTI/quarto.

79 anos ela tem.

Desses 20 dias, um dos dias foi o mais crítico, uma quinta-feira. Achamos que ela não sobreviveria.

Mas, sobreviveu. No dia seguinte estava outra pessoa. Não era nem sombra do quadro clínico do dia anterior.

Quer minha explicação?

DEUS.

O poder da oração prevaleceu. E a vontade Dele também.

Por isso minha mãe melhorou.
Amiga minha disse pra mim:
- Meu, você é inusitado!
Eu disse:
- Não. Sou um sinusitado. Provoco dores de cabeça em algumas pessoas.

domingo, 12 de abril de 2009

Ainda vou escrever sobre esses caras. Na hora certa...


quinta-feira, 9 de abril de 2009

Fé!

Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe! Força, mãe!
Você vai sair dessa!

sexta-feira, 3 de abril de 2009


"Não ligue pra essas caras tristes..." (Cazuza)

Sobrenatural

Em 39 anos de existência, nunca aconteceu o que me aconteceu, ontem.

Fui abastecer no posto. Gasolina, como de praxe.

Pedi R$ 5,00. Isso mesmo, R$ 5,00.

O frentista distraiu-se e abasteceu R$ 8,00.

Paguei e fui embora.

Fazer o que?

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Crime inteligente x Crime desinteligente


Ultimamente "Prison Break" tem sido mais interessante do que a realidade que se vê nos jornais. A resposta é simples: a metáfora que vimos no dia-a-dia é a metáfora da banalidade. Crimes, violência urbana, organizada e doméstica, assaltos, estupros, pedofilia, assassinatos encomendados, passionalidade a serviço da tragédia, sacramentam a babel e o caos. Ok, quanto a isso, ok. Mas são banais, desinteligentes, forçados, sem motivos degustadores e somente propagador da ruína social que se estabelece a cada minuto.
No caso da série norte-americana, a inteligência bate a casa 10 e vira nó na garganta, diante de tamanha trama viva, onde a arte imita loucamente a vida. "Prison" cumpre o seu objetivo de tornar o tormento social mais inteligente. O problema não é o caos, mas o caos involutivo.
A saga de Scofield e Burrows nos satisfaz porque expõe a fragilidade de um sistema "pega ladrão" que virou somente um confeito de açúcar.
Muito açúcar.

Fim da linha?


Mulher chega desesperada à delegacia da mulher*. Um dos filhos está descontrolado, perdeu o senso e adentrou às vias da pedofilia, ao abusar de um garoto de 5 anos. Há histórico anterior de vários e vários abusos contra menores. Ela quer se suicidar, porque não vê outra solução, visto que é responsável por ele e pode ir presa havendo algum crime reconhecido. Ele não usa drogas. Porém, assumiu-se como homossexual, tem 40 anos e canaliza sua fonte de prazer para crianças do sexo masculino.
Segundo relato dela, convidou o menino para ver um filme. Durante a sessão, abaixou as calças do mesmo e fez sexo oral. O menino ficou acuado e ameaçado de morte, caso dedurasse o ocorrido. Mas dedurou. A mãe notou diferenças no pênis e decidiu fazer exames. Junto ao relato, comprovou o abuso, negado pelo agressor.
O que fazer com essa mulher?
O que?
Que tipo de aconselhamento? Que direcionamento?
Que grau de conscientização sobre filho e sobre si mesma poderia atingir o que se espera?
Aconselhei que o filho precisa urgente de internação psiquiátrica prolongada, sob tutela da escolta jurídica e por não menos de 6 meses. É um caminho de alívio de ambos os lados.
A outra, de que ela deveria recomeçar sua vida, auto-valorizar-se, reinventar, experienciar diferente, com o deslocamento do filho para a psiquiatria.
É o divisor de águas da vida, onde a tragédia se estabelece para recriar-se em forma de arte.
Vive-se, mas nem sempre o que é vivido é superado. Porém, pode ser recriado.
Basta querer.
Ele e ela podem.
Não é o fim da linha. Pode acreditar.
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* atendimento psicológico realizado por mim.