domingo, 1 de março de 2009

Pedofilia: entender e execrar

Quando vi as notícias sobre os casos de pedofilia em Catanduva, minha cabeça ferveu de novo. Primeiro porque notícias como essas estão cada vez mais avassaladoras na sociedade. Segundo porque é aqui do lado, ou seja, "aqui do lado".
Fico imaginando que, em uma cidade como Catanduva, de hábitos interioranos (ainda) o tempero do crime contra a criança acabe por demonstrar o quão o monstro montado pelo diabo já está ruminando entre nós.
A pergunta que eu faço, dentre tantas, é: O QUE AS PESSOAS QUEREM?
Sim, mesmo porque já é fato que a sexualidade anda fervilhando na cabeça de muita gente bem e mal-resolvida e a vida virou um come-come dos diabos.
Vi também que 2,3% de 629 pessoas que foram a Salvador viver mais um Carnaval foram "pêgas" no teste HIV colhido rapidamente pela Secretaria de Saúde. Ou seja, 14 pessoas que não sabiam que estão positivas.
O mal do mundo é ter muita gente à toa.. sem responsabilidade alguma sobre qualquer coisa. Gente que ocupa espaço somente e existe à revelia do momento. E essas pessoas estão nesse mundo porque alguém trepou e assim nasceram. Ou seja, sexo novamente.
Voltando ao caso de Catanduva. O que essas pessoas (ditas influentes na cidade, com profissões gabaritadas) querem sexualmente com crianças? Dá pra entender? Por que esta atração diabólica? Qual a lógica da pedofilia? Por que buscar na pureza infantil a sexualidade mais nefasta?
O que me "trinca", além das razões que levam a alguém cometer tal crime, é o que permeia isso tudo.
Não dá também para esconder que muitos pais e famílias estão "sensualizando" seus filhos e filhas. Que mídia, publicidade e meio artístico estão influenciando a sexualização dessas crianças. Que meninas estão imitando a vida consumista da mãe. Que o clima tropical nosso propicia a pouca roupa e, com isso, a provocação.
É uma roda-viva sem fim. Ao meu ver não há muito mais o que fazer. A sociedade hoje se baseia muito no prazer e foda-se o ponto de convergência a que se destina.
É uma realidade.

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