sábado, 30 de agosto de 2008

No "Reino da Paçoquinha"

Algumas pessoas sabem, mas outras não. Na verdade já fui repórter e cobria o setor cultural da cidade. O bacana disso é a soma da experiência que me trouxe com passagens que foram, certamente, únicas e marcantes. Trabalhar com jornalismo é algo que lhe permite chegar até algumas pessoas mais facilmente.
Uma coisa interessante foi esse mesmo contato com artistas de todas as espécies. Cada um ao seu jeito.
  • Gal Costa me passou um ar de mulher simples, extremamente profissional e que respeita as outras pessoas da mesma forma como quer o respeito para si.
  • Cláudia Raia, extremamente simpática e comunicativa, elegante, com postura e sem pressa para falar. Na época ela nem havia ainda namorado o Celulari.
  • Milton Nascimento, irônico, engraçado, zen. Um cara simples, ciente do seu grau de importância, mas alheio a qualquer estrelismo besta. Prosa para uma tarde inteira...
  • O mesmo jeito para Raul Cortez, falecido em 2007 e que adorava tirar sarro do tímido Eduardo Moscovis, na época parceiro de um espetáculo teatral e ainda novato nas artes cênicas. Raul era um cara 10.
  • Paulo Goulart e Nicette Bruno, um casal nota mil. Extremamente seguros e simpáticos, simples e bem família. Unidos e irmanados em qualquer situação. E ele bem apaixonado por ela.
  • Posso complementar o mesmo raciocínio para a filha deles, Beth Goulart. Inteligente, de voz mansa, atenciosa e com certa sensualidade.
  • Gostei de Giulia Gam. Uma mulher "normal", sem estrelismos, e com graça no rosto. Giulia perguntou muito sobre minha vida, em 30 minutos de conversa informal. Foi marcante.
  • Sandra de Sá, outra figurona, alegre, sangue bom, boa gente. Alguém para se ter amizade.
  • Ivan Lins foi atencioso. Mas deu a entrevista mal, parecia ter "cheirado" pó de café branco.
  • Ari Toledo demonstrou impaciência, sisudez. Não o curti pessoalmente. Não devia estar em um bom dia.
  • Gilberto Gil deu uma coletiva no Sesc, mas polarizou a entrevista comigo. Gosta de falar difícil, abusa do intelectualês. Eu havia estudado bem sobre sua carreira e sobre o show. Desta forma ele sentiu-se mais seguro para falar.
  • Entrevistei o finado Jamelão no Hotel Vila Rica. Mal-humorado, característica marcante dele. Falou, falou, falou, até a hora em que se cansou e se retirou à francesa. Tudo bem, Jamelão. Nem tudo é samba.
  • Um momento bom e interessante foi com o também saudoso Paulo Autran. Um verdadeiro "avô", sentado no hall do hotel Globo Rio. Fumou dois cigarros durante a entrevista. Falou que não iria parar nunca. Autran era seguro do que dizia e aquilo que todo mundo soube dele era verdade.
  • Antonio Abujamra é um "mestre". Um bruxo. Fiz uma entrevista rápida com ele no Teatro Municipal, mas o suficiente para ver que é um senhor que adora brincar com tudo o que vem pela frente. Espirituoso e sotúrnico.
  • O sertanejo Daniel foi atencioso e simpático. Entrevistei-o ainda com a dupla com João Paulo. Nem sabia direito quem ele era. Mesmo assim, o cara foi legal.
  • Gabriel, o Pensador estava jogando pebolim no Ypê Park Hotel. Parou, deu a entrevista e passou um ar de tímido, gaguejava um pouco. Mas o cara tinha 18 anos e já explodia o Brasil com "Lôraburra".
  • Xuxa Meneguel era mais observadora do que comunicativa. Mas atenciosa. Fala pouco, mas o suficiente para demonstrar seu jeito "doce". Isso há 15 anos atrás. Hoje, não sei como está.
  • Marlene Mattos dificilmente sorri.
  • Luiz Gustavo um verdadeiro "tiozão". Boa praça e bem, bem família.
  • Gostei de Milionário e Zé Rico. Sarristas e irônicos. Convide-os para um bom churrasco que vai bem.
  • Diogo Vilella, bem desconfiado.
  • Gabriela Duarte um pouco, digamos, "fresquinha". Não parecia gostar muito de dar entrevistas.
  • Edson Cordeiro (lembra?), um porta-bandeira da grosseria e estrelice babaca. Sumiu. Ainda bem.
  • Clodovil, apesar de polêmico, foi um "gentleman". Mas é irônico ao extremo e tira sarro em você, se prevalecendo de sua própria figura afeminada. Ele gosta de quem gosta e não gosta de quem não gosta.
  • Luis Fernando Verissimo, tímido e encolhido. Falava pouco, bem pouco. Mesmo assim, é o Verissimo.
  • Paulo Caruso fez uma caricatura minha em 1 minuto. Show de bola.
  • Arnaldo Antunes era mais "punk" à época em que o entrevistei, na Livraria Espaço. Quase não olhava para mim. Parecia uma lagarta mutante... Mas sou admirador dele.
  • Não gostei de Toquinho. Nada a ver. Um cara que "se acha" e conversa mal.
  • Entrevistei Sandy e Junior no colo da mãe, Noely, no Hotel Nacional. Eram duas criancinhas, iniciando na carreira. Junior não falou nada. Sandy era muito tímida e só falava o que a mãe cutucava para dizer.
  • Christian e Ralf, uma dupla do barulho. Tomavam banho de perfume e usavam roupas bregas, nos idos dos anos 90. Mas foram bem simpáticos e contaram-me duas piadas bem toscas. Mesmo assim eu ri.
  • Entrevistar o grupo Roupa Nova foi perda de tempo e me causou ânsia de vômito depois.
  • Falei com Ivete Sangalo pelo telefone, em 1993. Na época ela era ainda vocalista da Banda Eva e foi pra lá de simpática comigo. Me faz ver que Ivete é realmente a mesma pessoa de ontem, hoje. Fez jus ao sucesso todo.
  • Se me lembrar de mais, colocarei aqui.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Apocalipse now

De repente toca o fone de casa. Atendo. Uma mulher.
Perguntou se poderia falar comigo um instante.
Eu disse, "do que se trata?"
Era testemunha de Jeová e quis me falar trechos da Bíblia, falar sobre o mundo atual, pedir para eu me resguardar, que as ameaças do mundo estão cruéis, etc...
Conversamos. Dei minhas opiniões, como sempre, punks.
Ela não esperava que do outro lado da linha seria eu, Marcus, que falo o que penso e não estou preocupado com o que ela vai achar. Acho que a mulher ficou meio... anestesiada.
Mas, tudo bem. Ouvi-la. Leu trechos de são Mateus, alguns profetas, falou de profecias que se confirmam hoje, terremotos, guerras, pessoas violentas, a violência em si.
Eu falei sobre o que acho de tudo isso. Falei até das "putarias" da vida.
Aí, eu percebi que ela foi ficando em silêncio...
Perguntou se poderia continuar me ligando. Disse que sim, mas dei meus horários.
Também perguntou se poderia trazer até mim um exemplar dos ensinamentos dos Jeovás. Falei que podia, mas sem exageros.
"Se eu não estiver, deixe na portaria que me entregam...", acrescentei.
Ela entendeu, agradeceu, leu mais um trecho e ganhou o dia por isso.
Como você vê, nem tudo está perdido.

Pois então...

...se está com sono, durma.

Supermulheres do vôlei mandam scrap para titio Marcus


Dois scraps aterrissaram no meu orkut como um pontaço de saque no vôlei.
O primeiro foi da atacante Renatinha Colombo. O segundo, da super-meio-de-rede Fabiana Claudino, da equipe feminina campeã olímpica em Pequim.
Bom pra caralho isso!
Parabenizei as duas pela conquista em seus respectivos orkuts. Fiz elogios à Fabiana, sobretudo pela postura de atleta, raça e demonstração de equilíbrio psicológico raro, durante os jogos.
Gosto de mulheres com esse espírito.
São campeãs respondendo às palavras do titio Marcus.
O bom de tudo isso é que há uma "moral nessa história":
Eu mandei os scraps. Se não tivesse tido a iniciativa de mandar (na maioria por bobeira nossa), o máximo que poderia acontecer seria não responderem, que é o mesmo se eu não enviasse o scrap. Mas responderam. Ou seja, pra conquistar a medalha de ouro você tem que arriscar.
E foi isso o que ocorreu.
Valeu! Medalha de ouro nisso aí!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Vale à pena ler: você deve ler

QUANTO VOCÊ VALE?

Peça para um publicitário (eu, Marcus) descrever um botão de camisa. Você ficará deslumbrado com tantas funcionalidades que ele vai achar para o botão e vai até mudar o seu conceito sobre o pobre botãozinho.

Peça para uma pessoa apaixonada descrever a pessoa amada, aquela pessoa bem "feiazinha" que você conhece desde a infância e vai até pensar que ele está falando de outra pessoa. O apaixonado enche a descrição de delicadezas, doçura e gentilezas, transformando a fera em bela, em instantes.

Peça para o poeta descrever o sol e a lua, e você vai se encantar pelos poderes apaixonantes da lua, pela beleza do sol que irradia seus raios como se fossem gotas do milagre divino no arrabalde da tarde quente onde o amor convida os apaixonados para viver a vida intensamente.

Peça para um economista falar da economia mundial e tome uma lição de números e mercados, bolsas e câmbios oscilantes, inflação e mercados emergentes, e se não sair de perto, vai acreditar que, em breve, teremos a maior recessão da história e que a China é o melhor lugar do mundo para se viver.

Agora, peça para um pessoa desanimada ou depressiva falar da vida, do sol, da lua, dos botões, das rosas e do amor para você ver. Pegue um banquinho e um lenço e sente-se para chorar.É só reclamação, frustração, dores, misérias e desconfiança geral. Você sente a energia lhe contaminando, vai fazendo mal, vai lhe deixando sem forças, porque os desanimados, os reclamões e depressivos tem o poder vampiresco de sugar energias do bem e transformar em medo. E o medo paralisa as pessoas de tal forma que fica difícil até o mais simples pensar.E você?Como é que você descreve a sua vida? Quem é você para você mesmo? Como seria um comercial da sua vida? Como você venderia o produto "você"? Você é barato, tem custo acessível ou é daquelas figuras caras, daquelas que não tem tempo para perder com a tristeza e com o passado?Você tem 1001 utilidades? Aliás, você vive em que século mesmo?São os seus olhos que refletem o que vai na sua alma, e o que vai na sua alma se reflete na qualidade de vida que você leva. É o seu trabalho que representa o seu talento, ou não? Por isso, não tem outro jeito, seja o melhor divulgador de você mesmo, valorize-se, esteja sempre pronto para dar o seu melhor, com seu melhor sorriso, com sua melhor roupa, com seu melhor sentimento, com suas melhores intenções, com sua gentileza sempre pronta para entrar em ação. Seja Omo, Brastemp, Lux de Luxo, e se for chocolate, que seja logo Godiva, suíço e caro, porque gente especial igual a você não existe em nenhum mercado, e tem que valer sempre mais. Valorize-se! Não importa o que você faz, importa sim como você faz. Isso sim, faz toda a diferença. (Paulo Roberto Gaefke)

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Questões mega(des)interessantes: mas honestas

Bolachas são oceanos?
  • Tudo o que é quente sobe e o que é frio desce, e o morno fica parado?
  • Por que o ovo é oval?
  • Qual é a influência do galho seco na vida do macaco?
  • Trigêmeos têm três cordões umbilicais?
  • Por que nascemos pelados e somos enterrados com roupas?
  • Se existe Presidente Prudente por que não existe Senador Pragengiva?
  • Por que a lua só aparece à noite?
  • Por que as mães sempre dançam esquisito?
  • Qual a latitude e longitude do local exato onde o vento faz a curva?
  • Por que quando dizemos 'eu te amo', levamos um pé na bunda?
  • Por que eu prefiro morrer do que perder a vida?
  • Por que nunca dá tempo de conhecermos nossos tataravós?
  • Se alguém faz sexo com seu próprio clone, é homossexual, é narcisista ou se fodeu???
  • Como que os cegos sabem quando terminaram de se limpar quando estão no banheiro?
  • Por que a letra K existe?
  • Se a bolacha é feita de água e sal, então quer dizer que o oceano é um grande "bolachão"?
  • O mundo é redondo e o chamam de planeta; se fosse plano chamariam de redondeta?
  • Por que, no cinema, os extraterrestres sempre começam a invasão da terra pelos Estados Unidos da América?
  • Formigas sentem sono?

domingo, 17 de agosto de 2008

Brasil-il-il-il...


Larissa (do vôlei de praia) tem uma bela traseira, isso é inegável.
Porém... está indicando onde o Brasil ficou nas Olimpíadas.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Já vi coisas muito estranhas (mas reais) - 2

Já vi briga de casal no supermercado por causa de ciúme.
Já vi uma pomba ser atropelada. Inclusive já atropelei uma. Não gosto de pombas.
Vi uma mulher inteiramente nua no apartamento dela, pela janela de meu apartamento.
Já vi muita coisa ridícula acontecer no Calçadão de Rio Preto, principalmente de sábado de manhã.
Já vi cliente maltratando garçom, e garçom sacaneando cliente...
Vi muita gente cuspindo na rua. Não só cuspe, mas escarrada também.
Em São Paulo, já presenciei uma muvuca embaixo do meu prédio, assustada porque um cara se jogou.
Vi pessoas morrendo em hospitais. Mas nunca presenciei um infarto.
Vejo direto mulheres de mãos dadas com os parceiros paquerando descaradamente.
Já tive algumas visões sobrenaturais. A primeiras delas, em 97, única para o resto da vida.
Vi gente comendo lixo, várias vezes.
Continuo vendo.
E como.

Já vi coisas muito estranhas (mas reais)

Vi pessoas sem nariz na rua.
Vi uma moça ter o cérebro esmagado, na avenida Brigadeiro Luis Antonio, em São Paulo.
Vi uma mulher ser assaltada com a arma apontada para sua cara.
Já vi um travesti-mendigo todo deformado pelo silicone industrial.
Já vi ETs entre nós.
Já vi um deputado ficar com cara de tacho depois de vir me cumprimentar e eu não corresponder.
Já vi colegas de infância muito diferentes fisicamente, depois de anos sem vê-los.
Já vi gols do Rogério Ceni ao vivo.
Já vi uma simpatia dar certo.
Já vi o prefeito colocar o dedo no nariz sem ele se tocar que eu vi.
Nunca vi Nova York estando em Nova York.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Vejo a minha história com a sua comunga...

Monstro invisível que comanda a horda, arrasando tudo o que é de praxe.
Eu tô laje acima no cerol que traz a vida pra baixo, brilhante idéia de uma cabeça nervosa.
Grafitando o outro muro de raiva, eles já sabiam, mas deixaram a sina guiar a sorte.

Vejo a minha história com a sua comunga...

Poço lado sujo cria do descaso, alimentando folhas em branco e preto.
Outra epidemia desanima quem convive com medo.
Botões, atalhos amplificam a distância.
E a preguiça de estar lado a lado veste a armadura.
Esse é o poder solitário!

______________________
"O Monstro Invisível", de O Rappa: acho essa música um tesão contínuo.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

"Amor e sexo pra mim são a mesma coisa! Um faz parte do outro. O que pode existir são dois indivíduos trocando fluidos sexuais..."

Thati Ramos, em momento light, maneiro, descalça e com armação de óculos nova.

domingo, 10 de agosto de 2008

Por que gestalt-terapia?

Essa foi a pergunta que fiz à psicóloga Mariana Daros de Amorim, que conheci pelo orkut. Ela escreveu no blog dela http://gestaltterapeuta.blogspot.com sobre a pergunta que eu fiz. Gentilmente, me respondeu assim:

"Bom, quando entrei na universidade já queria ser uma psicóloga clínica, eu já tinha tido experiências como cliente, portanto já tinha alguma idéia de como era aquilo. A medida que fui conhecendo mais, principalmente a Psicanálise, eu gostava, mas parecia que aquilo não combinava comigo.
De repente, fui apresentada ao Existencialismo e me identifiquei muito com esta corrente. Contudo, ainda era uma corrente filosófica e não uma linha de psicoterapia. Foi então que conheci o Psicodrama, agora sim uma abordagem fenomenológica existencial de psicoterapia.
Fui fazer psicoterapia nessa linha, assim se pode conhecer realmente uma abordagem. Sendo cliente conseguimos ver como esta linha funciona. Mas com o tempo, fui achando um tanto repetitiva, a representação em quase todas as sessões, hoje acho que o Psicodrama é muito mais eficaz para grupos.
Foi aí que conheci a gestalt-terapia, para mim estava perfeito, uma abordagem fenomenológica existencial, sem que precisasse dramatizar em todas as sessões. Novamente fui fazer psicoterapia nessa abordagem, amei! Foi extremamente revelador para mim como cliente. Aí estava decidido, eu seria gestalt-terapeuta.
Portanto, para futuros psicólogos, primeiramente, façam psicoterapia, não apenas para resolver suas questões, mas para saberem onde são os seus calos, assim vocês saberão separar o que é seu do que é do seu cliente. Em segundo lugar, é sendo cliente que se pode ter uma noção verdadeira de como aquela abordagem funciona, é bem diferente do que ler a respeito.
Mas, cuidado! Não faça da sua escolha uma religião. Hoje em dia, quando necessário, muitas vezes me utilizo de técnicas de diversas abordagens, sempre estudando e entendendo o porquê daquilo. Tudo que existe é válido, não podemos descartar nada, o que escolhemos é uma linha para nortear o nosso trabalho, nunca engessá-lo."