domingo, 5 de julho de 2009

Gullar não é pecado

Admiro muito os colunistas da Folha. Dentre eles, Ferreira Gullar é um dos mais lúcidos e ao mesmo tempo mais perturbados, características que considero como ideais para quem lida com ser humano. Gullar, neste domingo, em sua coluna na Ilustrada, reforça a necessidade "urgente" de um estadista no Brasil, em detrimento do que o governo Lula faz socialmente. Eu partilho dessa tese, porque não gosto do presidente, seu discurso pobre, sua animação em receber o Corinthians em pleno horário comercial, é do balacobaco.
O Brasil segue corrupto, até pelas ações de um ex-presidente e vai tapando o sol com a peneira. É o país da gentalha emergente, que enriquece às custas mais de malandragem do que de trabalho honesto. O Bolsa Família atinge quase 40 milhões de pessoas no território nacional. Não resolveu problemas, apenas colocou comida na boca de famílias com um, quatro, nove filhos... É uma política burra, porque não contém a taxa de natalidade e ninguém se prontifica a fazer com que homem e mulher parem de ficar fazendo filho à revelia. Muitas coisas ficam a dever, por falta de inteligência.
Socialmente o país está uma bagunça só. Mas culpa do povo também, que vai empurrando com a barriga sua vida. Gullar diz: "...ter filhos se tornou, no Brasil do Lula, um modo fácil de aumentar a renda familiar.".
O que mais podemos dizer?

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