segunda-feira, 28 de julho de 2008

She

"Enquanto a cabeça se nega a desviar o pensamento, a imaginação toma conta e tenta adivinhar o futuro, com meia dúzia de pedras quer construir um castelo dentro de poucas horas a realidade será apalpável. Mas a ânsia pelo desconhecido, não admite espera, quer desenhar seu rosto, visualizar o corpo, sentir o calor... Avançar sobre a carne, escutar a respiração, tremer...e muito mais que no momento real, dói o coração, nessa marcha bucólica... desabotoa a blusa... encosto de peles fervendo de tesão... como porta de entrada, engole sua língua... gemidos atingem seus ouvidos... testemunhos de aprovação... é a "hora H", hora da libertação... nossos corpos nus como o papel passado, são o testemunho....daquilo que sempre desejamos: amor de perdição....a volta para a realidade deixa seqüelas no corpo, na mente, na roupa e no coração... que com mais esse sonho platônico, preencheu um pouco de todo o desejo...enquanto o real não vem."
>>> She, Thatiana Ramos, la mujer <<<

Um comentário:

Thati disse...

Amar é jogar os dados na mesa.
Uns querem apenas amizade.
Outros, sexo.
Alguns entram para o mosteiro.
Amar emburrece. Não amar também.

Amar é mito.
Mito é aquele anjo que nunca se entregará para você,
e, mesmo se o fizesse, não aconteceria nada,
porque na hora H você broxa.

Amar sem ser amado
é combate ingrato e sem tréguas;
coiote apaixonado
perseguindo o papa-léguas.

Amar platonicamente
é amar apenas do pescoço para cima: que desperdício!

Amar é sangrar uma torrente
de formigas vermelhas e raivosas.
Pois apaixonar-se
é construir uma imagem da pessoa amada sem avisá-la antes.

Amar é renunciar
a muitas coisas,
mas também a maior transcendência
que podemos almejar
nesta vida.

Amar não é bicho de sete cabeças;
no mínimo, tem umas sete mil.