Essa semana foi marcada pela denúncia de maus-tratos, violência e tortura praticadas por mulheres (inclusive uma mãe) a crianças e adolescentes.
Em cada semana algo bizarro e aberrador toma conta dos noticiários. Seja pedofilia, sejam estupros, seja violência contra o menor, ou algum caminho fétido alastrado na sociedade.
Enquanto muitos questionam o problema da segurança (e da ausência dela, em muitos sentidos), eu questiono outra coisa. É certo que o policial (responsável direto pela nossa segurança pública e civil) é o epicentro das discussões. Ganha mal, é pouco reconhecido, tem uma imagem de corrupção cada vez mais acentuada, é mal-instruido e não é separado no sistema "joio do trigo", ou seja, policiais com sérios problemas psicológicos e despreparados efetivamente para exercerem a profissão, estão no comando.
Mas atribuo a tudo isso uma séria e ácida inversão de valores. A sociedade inverte o olho sobre isso. Coloca a segurança pública somente como o "xis da questão". Mas, ao meu ver, não é.
O "xis da questão" ultrapassa isso. Estamos reféns do que o próprio mundo vem causando a muitas pessoas. Estamos produzindo seres com total distanciamento do que consideramos ser a normalidade pensante, da inteligência e do bom senso.
Problemas psicológicos crônicos, graves e generalizados estão conduzindo este ser humano aos atos praticados e qualificados como crimes. Se não houver um "olho" direcionado a esse detalhe, cada vez mais perderemos o senso de civilidade. As pessoas estão estressadas, complexadas, entregues ao consumismo (veja a explosão do consumo de veículos, entupindo as ruas), lidando erradamente com a baixa-estima, ansiosas e, claro, emburrecendo letalmente.
Digo e sempre vou afirmar que a psicologia é a maior esperança da sociedade, em seu papel eminentemente humano. Não há outra saída, a não ser lutar pelo equilíbrio do ser no mundo.
Estamos implodindo o Planeta Terra, que está vingando-se contra nós na questão do preparo humano em viver a vida.
O descontrole é fato. Muita gente. Excesso de ignorância. Consumismo, idem. Desvalorização humana e condensação do extremado valor material. Desigualdade social abrupta. O Brasil é uma terra do "tudo pode". Sem leis duras. Fala-se sobre tudo, mas age-se quase nada.
Pense nisso. O compromisso do equilíbrio psicológico é o futuro disso tudo. Caso contrário, estaremos reféns de nossa própria falta de sensatez.


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