segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

A droga nas estrellas...

Selton no filme: "estrellas" estão em toda parte

"Meu Nome Não é Johnny" é um dos melhores filmes do momento e também de outros tempos.
Confesso que me surpreendi.
Filme simples, porém causticante.
Selton Mello abraçou a pecha de ator mais forte da nova geração. Com méritos.
Como João Estrella, caiu no alisamento perfeito da personagem. É uma história contemporânea e que revela o didatismo com que o mercado das drogas hoje é filho bastardo do que acontecia nos anos 80. Indivíduos como João Estrella existem em pencas. Isso é Brasil.
Faça-se disso um intenso caminho até chegar onde estamos.
Como o próprio Selton definiu o prazer de fazer o filme, "foi dedicação total à sétima arte".
Cheirar cocaína sem parar é o prazer de muitos por aí.
A razão de tudo? Indiscutivelmente, não sei.
Prazeres são prazeres. O sustentáculo das drogas nos anos 80 era o prazer, assim como vivenciou Estrella e admitiu diante da juíza Marilena Soares.
Hoje, virou produto de mercado porque adotou novos consumidores.
É outra via de mão. Pior. Mais ácida. Cruel.


Hoje, Estrella estaria morto, sem dúvida. Os anos 80 foram ingênuos, ao contrário de hoje.
"Meu Nome Não é Johnny" é fiel retrato do que nos cerca.

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