
A mulher-sereia é uma sarcástica viagem às profundezas da sedução.
DESCRIÇÕES > A mulher-sereia, ou seja, uma mulher humana com a sereia incorporada, conhece todos os meandros da sedução, mas não entra em contato sadio e consciente com a sua sexualidade porque é uma sexualidade submersa. Poderíamos dizer, para efeito didático, que apresenta uma sexualidade “não humana”. É um recipiente selado. Por conseqüência, não alcança integrá-la em sua psique. E ao emergir das águas do inconsciente e refluir em um corpo de mulher, não raro causa situações de difícil resolução. É a alma primitiva que irrompe, sem avisar.
Esther Harding diz que essa energia instintual não é boa nem má, mas que se estiver entregue a si mesma só pode produzir efeitos não-construtivos. Nesse momento é necessária a intervenção humana para que se converta essa energia em trabalho.
Quando uma mulher está entregue a uma inundação de energia instintiva, não consegue se satisfazer em nenhum relacionamento amoroso. E na maior parte das vezes, é a última a aceitar que é uma prisioneira do próprio instinto. É uma mulher auto-erótica.
O peixe é um animal de sangue frio. Uma mulher tomada pela sereia, seduz de forma compulsiva, sem a mediação de qualidades humanas como o amor, a compaixão e o escrúpulo. Encarna a "femme fatale" e, se faz sucesso num primeiro momento entre os homens, não é nada popular entre as mulheres. É uma mulher-anima, intrinsecamente identificada com um arquétipo.
É presa de sua sombra, até o momento que consiga reconhecê-la e integrá-la. E este é um processo complicado, por que ao contrário da mulher “primitiva”, a sereia moderna dificilmente entra em contato direto e consciente com a sua natureza instintual.
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>> Ou seja, evite-a.


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